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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006

O menino da máscara

 

 Tinha-me deitado já bem de madrugada, depois de mais um dia exaustivo.

Ao levantar-me, tudo apontava para um dia pleno. Mais um que o Universo me concedia para crescer e aprender algo mais.

Não supunha eu, que a grande lição do dia tivesse sido dada por um menino de cerca de 3 anos.

 

Saí de casa, metí-me no carro, já estavam à minha espera.

Primeiro cruzamento. Novo cruzamento. Avanço, meto a segunda e olho para dois seres que estavam a passar a estrada, mais ao fundo.

Aproximei-me devagar... e olhei, com os olhos do coração.

A mãe sorria, meia envergonhada da situação, mas ainda assim cheia de coragem.

O menino, de mão dada com a mãe, tinha escolhido sair à rua com uma máscara de carnaval...

A satisfação que emanava era tão forte, que abrandei, olhei e sorri. Larguei um daqueles sorrisos enormes, porque tinha aprendido com ele, que por mais curta que seja a noite, ou por maior que seja o dia, podemos ter sempre momentos de felicidade plena  e de alegria, se formos fiéis a nós mesmos...

A mãe olhou, e reconfortou-se no meu olhar... E sorriu-me também.

Ele, senhor da sua vontade, tinha resolvido que o carnaval também pode acontecer em Agosto.

Porque não?

 

Obrigado menino da máscara... Muito obrigado!

lembrei-me muito de ti... e sorri. O meu dia foi maravilhoso.

 

 

 

E o teu espelho? Qual foi?

sinto-me:
música: "All is wellcome here" - Deva Premal & Miten

Parabéns!

As rugas no teu rosto,

contam-me histórias de embalar,

com sorrisos rasgados...

Como é bom poder-te abraçar.

 

A idade não te acanha, pois bem desperto, ainda vês todos os noticiários. Acho que é uma forma de te ires aprecebendo do teu estado de velhice.

Ainda assim, tenho de os ver para me manter a par e os poder discutir e comentar contigo... quando não os vejo, olhas-me com ar quem pensa " és nova! E não vês isto? O que vai ser de ti?"...lol...

Só vejo noticiários quando estou contigo. Acho que para disfrutar da tua companhia.

Ah! E não dispensas a leitura do jornal "O amigo do povo" que chega a acada Domingo. Vais logo ver a parte do quebra-cabeças, para o decifrar. Pões toda a gente a pensar...

Os teus olhos claros, que agora consigo ver, traduzem a ternura que me fazes sentir...

E o abraço que damos, ao chegar e ao partir, faz-me ter a certeza de que todos nós com o tempo, abrimos o nosso coração ao Amor... Até tu abriste, como hei-de eu não abrir?

E delicio-me quando brincas com a tua bis-neta... Duas crianças a brincar de verdade... É sempre tão bom ver-vos... Os risos, as zangas, a cumplicidade, a teimosia, a companhia que fazem um ao outro...

Avô do meu coração, saber-te bem, sentir-te bem é o meu maior desejo.

Que possas chegar até onde a tua missão se concluir.

Com todo o carinho e amor, envolvo-te num abraço forte de quem ama e é amada.

Parabéns, Avô. Parabéns.

Da tua neta,

 

sinto-me:
música: "All is wellcome here" - Deva Premal & Miten
Terça-feira, 29 de Agosto de 2006

Feliz... Como uma criança!

 

Entrei no café e procurei-te. Não te vi.

Peguei no telemóvel e liguei:

- Tás onde que não te vejo?

- Tou aqui no café que te disse.

- Também eu e não te vejo.

Vieste a correr. Sorriste. Sorri-te também. Cumprimentámo-nos.

Apresentaste-me na mesa. Olhámo-nos com aquele ar cúmplice de quem se conhece há muito tempo e disse-te:

- Tás giro! Cortaste o cabelo!

-  Tou giro, não tou? - precisavas de confirmar.

Precisas sempre de confirmar. Contaste a história do corte do cabelo, daquele teu jeito que me faz soltar gargalhadas. Toda a mesa riu.

Senti-te feliz. Há tanto tempo que não te sentia assim. Senti que a vida pulsava dentro de ti.

Ai, amigo! Como é bom sentir-te assim...feliz!

Os restantes membros da mesa foram saindo, até ficarmos os dois. Mudei-me para o teu lado e começámos nas confidências habituais.

- Tou louco. Só tenho feito loucuras. Sinto-me louco.

- E feliz?

Olhaste-me, sorriste e respondeste:

- Sim!

Finalmente tiveste coragem de rumar no barco da felicidade. Finalmente abriste a porta para que alguém entrasse na tua vida e desarrumasse tudo o que havia para desarrumar e fazer-te assim... feliz.

O meu sorriso permanece no rosto. Estavas tão feliz.

- Mas eu tenho um coração pequenino. Tu sabes! - disseste-me.

- Enganaste, amigo! Tens um coração enorme, embora só utilizes um bocadinho dele. Por isso te parece que ele é pequeno.

Pensaste... Olhaste-me e disseste admirado, como se eu estivesse a confirmar aquilo que já sabias, mas não querias ver:

- Se calhar!... 

A insegurança, a tristeza, a dor, a revolta, que sentias desde que nos conhecemos, desvaneceu, já não tem força em ti. E isso, permitiu que pudesses ser feliz de novo. Como uma criança!

Esse teu coração grande é mesmo grande. Nele habita um ser especial, único, belo, sincero, verdadeiro...

Bem hajas amigo do peito. Que esse coração se preencha de tudo o que tens em ti. E vai em frente... Inglaterra espera por ti e o Universo também.

E eu... fico muito, muito, mesmo muito feliz por ti. Tu sabes disso!...

Obrigado por este cafézinho. Tinha saudades!

 

 

E o teu espelho? Qual foi?

 

sinto-me:
música: "All is wellcome here" - Deva Premal & Miten
publicado por MoonLight às 16:15

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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006

Doce e bela

 

Era jovem. Vinte e poucos anos. Magra, baixa, discreta. Passava despercebida aos olhos dos demais.

Quem olhasse para ela, iria achar que era uma menina-boneca de porcelana, frágil, muito frágil e que se podia partir ao mais leve toque.

Puro engano. As aparências iludem.

Por trás da aparência física, surge sempre o verdadeiro ser.

Reservada, simples, determinada...

Do alto do seu tamanho, tocava as estrelas e distribuía doces em forma de abraços a quem precisava...

Olhar atento e corajoso... Ninguém diria o que já sofreu nestes anos...

Com o passar do tempo, passei a admirá-la, pela sua bondade, pelo seu coração de ouro, pela forma como se dedicava dia após dia a cada tarefa, pela responsabilidade com que assumia a vida, pela força que emanava...

Conquistou-me o coração... Bela menina esta, não de porcelana, mas de carne e sangue, de lágrimas e sorrisos que a vida se encarregou de me trazer.

Depois, veio a amizade e a cumplicidade... veio a empatia e lealdade de coração... e sobressaiu um sentido de humor peculiar e único...

Ah! Sabes menina-boneca de porcelana, tenho saudades tuas. Tenho saudades dos nossos cafés e do belo do pastel de nata, entre confidências de vida, de quem vive a vida a valer e a sente a pulsar dentro de si...

Apesar de distantes geograficamente, ainda sinto a tua presença doce e bela.

Que a serenidade te preencha e que a felicidade seja o rumo a seguir. Que o Amor te inunde a cada instante, amiga.

Vê e sente, com o coração tudo o que te é oferecido.

Eu... agradeço a tua vinda à minha vida! És um dom!

 

 

E o teu espelho? Qual foi?

 

sinto-me:
Domingo, 20 de Agosto de 2006

Marcas do tempo

 

No rosto trazes as marcas que os anos deixaram... Vestígios do sol, do vento, da chuva... Das lágrimas que não caíram, das palavras contidas, dos sorrisos guardados...

Era assim naquele tempo.

Nas mãos, os rasgos do cabo da enxada, do suor que caiu nos dias duros do trabalho no campo, do guiar do gado até casa, da foice, da corda para tirar baldes de água do poço... Dos aconchegos retidos no coração, das festas que contiveste outrora, dos abraços que teimaste não dar...

E agora... Agora resta-te a lembrança do que foste e já não és... A dor amainou a mágoa... a ausência devolveu-te o amor...

Trouxe o melhor que há em ti: os teus abraços, as tuas histórias, a lágrima que cai, o teu sorriso, o olhar atento, as palavras doces...

Eterna velhice que te faz crescer ainda assim.

Bem hajas!

E o teu espelho? Qual foi?

 

Conversas

 

Sentadas no café, conversavam. Há já algum tempo que não o faziam.

As duas amigas, diferentes e iguais em tantos pormenores da vida.

Uma que fuma. Outra que não.

As duas que bebem café.

Uma de olhos vivos e grata por existir. Outra de olhar vago, onde ainda habita o medo de mudar.

Ambas com a mesma idade.

Cresceram ao longo dos anos. Percorreram estradas idênticas, por vezes. Passos apertados, de olhos ofuscados, cada uma com suas razões.

Outros caminhos se abriram, outras pessoas foram e vieram... E novos rumos se traçaram.

Uma que se vai desfazendo dos conceitos e dos preconceitos. Outra com vontade de tomar a própria vida nas mãoes e seguir um rumo diferente.

Ambas sozinhas.

Uma sozinha dos outros, mas acompanhada por si. Outra sozinha de si, mesmo no meio dos outros.

Voltaram a juntar-se numa tarde de um Domingo, de vento e sol... Quem sabe para quê...

No fim da conversa, amena e meiga, que rompe com distâncias e com barreiras, ainda reside o amor. Aquele amor grato que se sente, quando se olha nos olhos alguém e se sabe o que o outro sente.

Nem pena, nem dor... Simplesmente o reconhecimento do que fomos e já não queremos ser... Ainda assim, com amor e gratidão.

Ambas cresceram nesta conversa... As visões são diferentes, não fossem elas também diferentes... Mas o rumo a seguir... idêntico, porque cada uma delas é única e especial... porque ambas são seres perfeitos.

Uma que não acredita em si. Outra em viagem pelo seu interior, em busca do seu mais profundo eu.

O respeito nos silêncios...

Espelhos uma da outra... estados de consciência diferentes.

No fim um "Vem comigo Amiga! Adorava que viesses estes dias comigo!"

Também eu... Mesmo que não vá, amei o convite sincero. Já valeu tudo.

Obrigado, Amiga!

 

 

 

E o teu espelho? Qual foi?

sinto-me:
publicado por MoonLight às 16:16

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Sábado, 5 de Agosto de 2006

Os 3 Porquinhos e o Lobo Mau

 

Quem disse que as histórias que ouvimos em tempos, têm de ser como eram antes?

Alguém pensa no medo que uma criança pose ter ao ouvir essas histórias, pois muitas delas encobrem uma violência enorme?

Ora, aqui o Je, gosta mesmo é de trocar as voltas à questão. Aqui fica a última que reinventei. Longe de estar perfeita, pelo menos dá uma nova visão do Mauzão da história e reinventa a capacidade criativa que se pode ter perante um problema, sem ser a vingança e faz mal aos outros para se salvar a pele.

João, José e Miguel eram os três porquinhos.

Andavam pela floresta a procurar um belo sítio para construirem as suas casas, uma vez que o Lobo Mau andava por aí e eles sabiam que se iam encontrar de certeza.

Assim, cada um em lugares diferentes foi parando e construindo as suas belas casinhas.

Miguel foi o primeiro, pois encontrou um monte de paus e palhas.

José foi o segundo, porque tinha à mão um lote de belas tábuas.

Mais à frente, João demorou um pouco mais, mas construiu a sua casa de tijolo e cimento.

Certo dia, como era de esperar, o Lobo Mau, apareceu.

Bateu à porta e disse:

- Sei que estás aí, porquinho. Sai para fora, que eu tenho muita fome.

- Isso é que era bom. Nem penses.

- Então, vou contar até 3. Depois vou soprar e deitar a casa abaixo. E a seguir, como-te.

O Lobo só não comeu o Miguel, porque este fugiu depresa para casa do seu irmão José.

A cena repetiu-se e ambos os porcos fugiram para casa de João.

João estava a fazer uma bela de uma sopa de hortaliça e tinha preparado uma bela refeição de seitan com arroz tufado e legumes.

Quando o Lobo chegou, voltou com a mesma lenga-lenga de soprar e deitar a casa abaixo.

Como João usava a lareira para cozinhar, não estava na disposição de ter de perder a bela refeição que estava a preparar. Então, tranquilamente pensou que se o Lobo já tinha corrido atrás dos irmãos, se tinha soprado até deitar as suas casas abaixo e que já tinha soprado a tentar fazer voar a sua também... já não teria muitas forças.

Disse então ao Lobo:

- Deves estar cheio de fome.

- Ah! Pois estou! - disse o Lobo ofegante.

- Hum! Tenho uma proposta para te fazer.

- Eu quero é dar-te uma trinquinha. Tenho tanta fome. - Disse desanimado e quase sem forças.

- Se eu te servisse um prato da minha sopa de hortaliça e depois um pouco de seitan com arroz tufado e legumes, achas que ias gostar?

O Lobo meio atordoado, nem estava a perceber bem. Mas com a fome que tinha, aceitou.

João, por precaução, foi colocando os pratos na janela e mantinha-a fechada. Não sabia que reação ia ser a do Lobo e não queria correr riscos desnecessários.

O Lobo comeu e repetiu. Adorou a comida e pediu a receita.

A partir desse dia, numca mais quis comer porquinhos. Tornou-se vegetariano.

Ouvi no outro dia, que ainda trocam receitas entre eles e que atá a cabra Montez e os seus 7 cabritinhos tinham entrado para aquele grupo de amigos... diferentes... mas amigos.

E eu aguardo que eles editem um livro de receitas ou que me deixem frequentar umas aulitas de culinária...

Aqui fica...

 

 

E o teu espelho? Qual foi?

Quinta-feira, 3 de Agosto de 2006

O vizinho do prédio ao lado

 

Há anos que o observo. Há anos que ele me observa.

Há anos que trocamos um "Bom dia!" ou uma "Boa tarde"!

Há anos que o vejo crescer...

Não sei o seu nome, nem a sua idade... É uma criança diferente de todas as outras. Agora já é jovem, mas será eternamente criança.

A sua mãe esforça-se e empenha-se... mas sinto as suas forças fugirem-lhe a cada dia, tal como as rugas vão aparecendo naquele rosto cansado de mãe, que não desejava ter um filho assim! Mas ambos se escolheram... E têm de seguir em frente com a vida!

Ele, indiferente, ou não, a tudo isso, vai vivendo num mundo que é só dele.

O encontro, o nosso, dá-se quase sempre à janela, uma das janelas da casa dele.

É de lá que ele me pergunta as marcas dos carros que não sabe, mas só mesmo as que são recentes e ele não conhece... É que ele sabe-as quase todas.

Quando passei, estavam os estores fechados, e ouvi-o a cantar. Sorri! Senti-o contente.

Continuei o meu caminho. Fui beber o meu café. Quando regressei, ainda a uns bons 15 metros dele, já me estava a chamar.

- Olha vem aqui!

- Bom dia!

- Bom dia!

- Olha vem aqui. (era para eu me chegar mais perto da janela!)

E depois... as perguntas que ainda ecoam na minha cabeça:

- Onde está a tua menina?

- Onde está a tua barriga?

- Posso ir para tua casa?

- Onde está o teu opel?

Depois de respondidas, percebi que estava só em casa. Que tinha estado a cantar.

Que se sentia só, tal como eu. E que os carros são a sua paixão.

Para terminar...

- Vais conduzir hoje?

- Daqui a um bocado vou.

- Fazes bem.

Estava inquieta com o espelho que se reflectiu! Estou inquieta ainda.

Mas decidi que lhe vou comprar uma revista de carros. Já que ele gosta tanto deles, e que sabe as marcas... Vou fazê-lo. Um mimo para ver o sorriso franco que ele me oferece e pela generosidade das suas perguntas, que são sempre, sempre as minhas!

 

E o teu espelho? Qual foi?

  

O início

Apetece-me escrever algo diferente... Partilhar algo diferente!

E tendo este espaço já aberto... para quê deixá-lo desocupado?

Vão aparecendo pessoas que se cruzam nas nossas vidas, nem que seja por breves instantes, que merecem ser recordadas, pela aprendizagem que nos proporcinaram... São espelhos de mim, são palavras que ficam cá dentro e são ditas por outros, são momentos...Únicos!!!

A todas essas pessoas, um obrigado! Sincero! Profundo!

 

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